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Ele casou em Kona. E agora quer voltar para fazer o IronMan

O Arthur  Dall’Anese Canga sempre foi muito ligado ao esporte. Jogou futebol, tênis, praticou snowboard, wakeboard, ski aquático, natação, corrida e agora encontrou o triathlon. Mas até o dia de hoje a história foi longa, como ele próprio conta.

“Cheguei a jogar nas equipes juniores do São Caetano, Juventus e São Paulo e quando estava próximo de assinar com o Figueirense,  quando veio minha primeira contusão”.  Mas pensam que isso o fez parar? Logo depois foi federado pelo Tênis e chegou a participar de alguns  Jogos Abertos.

 

Mas como Arthur não para (e a gente já sabe onde isso vai dar), ele trabalhou por quatro anos numa estação de esqui na Califórnia como instrutor de snowboard. Alguns anos depois, em 2005, recebeu uma bolsa para jogar futebol pela universidade que estudou nos EUA, onde se formou em Administração Esportiva. Tudo assim: um esporte atrás do outro.

 

Quando retornou ao Brasil em 2008  foi trabalhar como supervisor da equipe de voleibol feminino da Blausigel São Caetano (onde conheceu sua esposa, que foi atleta de voleibol).

Em 2015 Arthur voltou a se mexer sempre envolvido com esporte. Foi para os Estados Unidos  jogar futebol e fazer uma pós-graduação.

“Acabei percebendo que estava preocupado mais em saber quanto de distância eu percorria durante o jogo, do que com o jogo em si”. Foi então que começou a correr para valer. Meia maratona, maratona e  cinco maratonas num período de dez meses ( Saint Charles, Disney , Hawaii e Saint Louis).

 

Até que um certo dia  um vídeo do Lionel Sanders  o impressionou.  E ficou com o vídeo na cabeça por algumas semanas. Pensou que era coisa de louco esse tal de  “triathlon”. Mas o esporte não saía da cabeça. Treinou sozinho e fez um 70.3. Decidiu que bastava. “Muito bom, mas era isso”. Dall’Anese, no entanto, não esperava pelo que viria.

 

O sonho de Kona e a promessa

“As coisas mudam… nessa semana do 70.3 meus pais tinham ido  visitar a mim e minha esposa nos EUA para ver a prova. No dia seguinte meu pai sofreu um infarto e três paradas cardíacas”.   O médico que cuidou do pai  de Arthur havia feito três provas de IronMan. Com 55 anos, vegano e rotina atribulada conseguiu se dedicar ao triathlon.  Arthur então resolveu seguir os passos do médico e prometeu a ele fazer um IronMan também e durante o período de treino tornar-se vegano.

“Cá estou eu há dois anos sem carne e treinando pro IM Floripa. A Thelma e a NavasTri têm me mostrado que é possível fazer a prova. E, mais do que isso: fazer bem”. A promessa tornou-se maior: “não é apenas para cumprir o prometido. Agora é o sonho de voltar para Kona, onde casei, para fazer o Iron. Os treinos tão bem estruturados que venho fazendo me possibilitam sonhar”. Apesar do adiamento das provas, Arthur segue firme. “A evolução que tenho na assessoria é impressionante. Os sonhos são maiores porque vejo que sou capaz”.  Observando esse currículo no esporte e a determinação, a gente só tende a esperar as fotos da chegada em Kona,.