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Biotipo masculino e feminino no esporte

Homens e mulheres são diferentes em relação à sua anatomia, fisiologia, comportamento e características psicológicas, o que, obviamente, resulta em diferentes resultados na performance esportiva.

Homens são beneficiados em esportes que exijam mais força, explosão e velocidade, enquanto mulheres têm mais facilidade em esportes que exijam coordenação motora, equilíbrio e concentração.

Embora as diferenças de resultados em esportes de longa duração estejam cada vez menores entre os sexos, existem diferenças importantes que impossibilitam a igualdade de marcas entre os gêneros na maioria dos esportes.

Vamos falar sobre as principais características anátomo- fisiológicas das mulheres:

– o coração da mulher é menor, bombeia 3,8l de sangue por minuto (MENOR DÉBITO CARDÍACO) enquanto o do homem bombeia 5l/min;

– menor concentração de hemoglobina, o que significa menor transporte de oxigênio para as células (VO2 máximo 15 a 30% menor que os homens);

-mulheres têm os sistemas cardiovascular e respiratório menores: para fazer uma mesma atividade com a mesma intensidade, elas precisam fazer um esforço maior. Ou seja, se uma mulher faz uma prova no mesmo tempo que um homem, subentende- se que ela tem um preparo físico melhor, já que para conseguir o mesmo resultado ela teve que fazer um esforço muito maior;

– mitocôndrias em menor número e tamanho, resultando em menor capacidade aeróbia;

– frequência cardíaca maior, para suprir a necessidade de oxigênio devido aos fatores citados acima;

– menor capacidade anaeróbia;

– menor % de massa muscular, menor densidade óssea e maior % de gordura corporal, o que favorece esportes como a natação, devido à maior flutuabilidade da gordura em relação à massa muscular, permitindo melhor hidrodinâmica e menor arrasto, especialmente em provas de longa duração;

– o metabolismo basal e índice de massa corporal das mulheres é menor – ela gasta menos calorias que o homem para uma atividade de mesma duração e intensidade;

– suas glândulas sudoríparas produzem menos suor: as mulheres, transpirando menos, conseguem manter o equilíbrio da temperatura corporal em climas quentes, e correm menor risco de desidratação;

– a pelve mais larga das mulheres resulta numa anteriorização do Ângulo Q ( entre o fêmur e a tíbia), fazendo com que os joelhos se aproximem e os tornozelos se distanciem : o vasto lateral tem maior força de contração que o vasto medial, predispondo a maior risco de lesões na articulação femoropatelar e também a maior risco de instabilidade, dor lateral e luxações. O índice de lesão no joelho é de 7 mulheres para um homem para treinos de corrida de mesmo volume e intensidade;

– mulheres apresentam maior atrito entre o trocanter maior do fêmur (proeminência óssea lateral do quadril) e as partes moles, podendo provocar uma inflamação específica conhecida como Bursite Trocantérica ou Síndrome da Dor Lateral.

Além disso, as DIFERENÇAS HORMOMAIS, que interferem no comportamento, são de extrema importância para o desempenho esportivo:

– os hormônios andrógenos em maior quantidade nos homens os torna naturalmente mais agressivos; a testosterona em maior quantidade resulta em maior síntese de proteínas e massa muscular;
– a progesterona nas mulheres pode ocasionar quadros de irritabilidade e melancolia;
– a maior quantidade de estrógeno no período pós- menstrual permite melhor desempenho físico ;
– a prolactina nas mulheres as torna mais sensíveis
– a maior produção de relaxina nas mulheres causa maior frouxidão nos ligamentos e tendões, favorecendo quadros de instabilidade aumentando risco de lesões;

Thelma D’Amelio
Coach NAVAS TRI
Pós-graduada em Treinamento Esportivo
Pós-graduanda em Fisiologia do Exercício